Corro para o Alvo

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3.14-15

quarta-feira, maio 22, 2013

Ser Igreja - repercutindo o ichtus


Ser Igreja

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lucas 15:7)
Um rei tinha uma filha. Quando esta cresceu, um rapaz candidatou-se a casar com ela, por conta de ser um bravo cavaleiro, de família nobre e inteligente – digno portanto do trono. O rei, cauteloso, decidiu testar o jovem, não com uma batalha, mas com um desafio diferente.
Chamou-o e mandou que se preparasse para uma viagem longa e perigosa até um reino vizinho. Preparado, o jovem apresentou-se ao rei, que lhe deu um bilhete, um cavalo e um pacote de diamantes. Disse-lhe apenas “leva este bilhete ao rei, ele te dirá o que fazer. TOMA CONTA DO MAIS IMPORTANTE!!!”. Ao sair dali o jovem dedicou-se aquela missão com todo seu vigor. Costurou o bilhete em seu casado, pôs os diamantes na sola de suas botas e encilhou o cavalo.
Viajou sem dormir até que chegou ao destino, entregou o bilhete ao rei e aguardou suas novas ordens. O rei abriu o bilhete, leu seu conteúdo, rabiscou alguma coisa sobre ele, fechou-o e disse “apressa-te em retornar”. O jovem quis mostrar-lhe os diamantes mas o rei nem quis vez. E assim se fez. De tanto cavalgar o cavalo estava completamente exausto e estropiado, mas venceu a jornada. Chegou de volta ao futuro sogro e apresentou-se dizendo “entreguei o bilhete, não perdi nenhum diamante, mas o cavalo era meio fraco e quase morreu. cuidei do mais importante, como me ordenaste, ó rei.”.
O rei entristecido abriu o bilhete e leu ao jovem onde dizia “Querido irmão, saúde! este moço anseia casar-se com tua sobrinha e estou a testá-lo. Dei a ele meu melhor cavalo e algumas pedras sem valor. Se ele te pedir cuidados para os cavalos, está bem assim. Se ele só tiver olhos para as pedras, é um ganancioso materialista, então manda-o de volta.”
O mais importante era o cavalo. A VIDA sempre é mais importante. O que é o mais importante para você? A vida ou as pedras?
SER IGREJA É CONHECER ESTE CONTO DE COR, NÃO NA MENTE MAS NO CORAÇÃO E NAS ATITUDES.
“Senhor, tem misericórdia de mim que tantas vezes me iludo com o brilho das pedras deste mundo e deixo passar despercebido o verdadeiro tesouro ao meu redor: Teus filhos.”
Publicado no blog ichtus por Mário Fernandez

quarta-feira, abril 03, 2013

O que vem depois da graça?


Li este artigo do Pr. Ricardo Barbosa na Ultimato Online e achei muitíssimo abençoador.

Boa leitura.

Inerves

Cresci ouvindo amigos de formação dispensacionalista afirmando que o tempo da lei passou e que agora vivemos o tempo da graça. Eles diziam que o Antigo Testamento, com suas leis e mandamentos, dera lugar ao Novo Testamento, em que tudo se resume no amor de Deus, um amor sem exigências, que nos aceita como somos; que o Deus justo e temível da antiga dispensação dera lugar ao Jesus manso e misericordioso da nova dispensação. Um tipo de evolucionismo divino.

O dispensacionalismo foi muito criticado e combatido. No entanto, o que vemos hoje é o seu reconhecimento, não apenas pelos que creem nas diferentes dispensações na história da salvação, mas, sobretudo, pelos cristãos pós-modernos, que rejeitam mandamentos, leis ou qualquer chamado à obediência. O que importa é o amor. É preciso sentir-se amado para então amar. É preciso sentir-se aceito para então obedecer. O problema é que nunca se sentem suficientemente amados ou aceitos.

No livro “Uma Força Medonha”, C. S. Lewis descreve um diálogo entre Ranson e Jane sobre casamento. Ela achava difícil confiar no marido porque sentia que já não o amava mais. Ranson então lhe diz: “A senhora não deixou de obedecer por falta de amor, mas perdeu o amor porque nunca tentou obedecer”. A relação entre o amor e a obediência é intensa e vital. Jesus também afirmou: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14.21).

A ruptura que muitos cristãos fazem entre o Antigo e o Novo Testamento, entre lei e graça, entre mandamento e amor, compromete tragicamente a formação do caráter cristão. O processo que envolve o crescimento e o amadurecimento cristão requer obediência consciente e diligente. Uma passagem bíblica que expressa bem isto está em 2 Pedro 1.4-7: “[...] ele nos deu as suas grandes e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo [...]. Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude, à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio [...]”.

As promessas foram cumpridas em Cristo. O propósito de Deus para o ser humano foi revelado. O caminho do crescimento espiritual foi escancarado com a vida, morte e ressurreição de Cristo. Maturidade cristã é tornar-se participante da natureza divina, revelada em Cristo. É por causa disso que devemos abandonar a corrupção que existe no mundo e nos entregar, deliberadamente, às virtudes, ao domínio próprio, à perseverança e a tudo o que nos leva a ser semelhantes a Cristo.

É possível fazer isto sozinho? Não. Jesus afirmou: “[...] sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Somente a graça de Deus pode realizar isto em nós. Porém, se eu nada fizer, nada será feito. É aqui que a obediência e o amor se encontram na experiência da fé. Os mandamentos de Deus não são uma negação de sua graça e amor, são sua afirmação. É a obediência aos mandamentos que nos leva a experimentar o amor divino.

Pedro afirma que precisamos nos empenhar para acrescentar à nossa fé a virtude, o domínio próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade e o amor. Sou eu que tenho de me empenhar. A responsabilidade é minha. Ninguém fará isto por mim. Consigo fazer isto por conta própria? Não. Preciso da graça de Deus. Contudo, se eu não me esforçar para fazer, nada será feito.

A formação do caráter cristão requer uma experiência intensa e poderosa com a graça de Deus. Deus, em Cristo, nos revelou seu amor, cumprindo por meio dele todas as promessas. Fomos salvos, regenerados e transportados do império das trevas para o seu reino de amor, justiça e paz. O caminho foi trilhado por ele, ele é o primogênito da nova criação. Sua vida consistiu em fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra.

A formação do caráter cristão requer a mesma obediência aos mandamentos de Deus. Um cristão passivo e apático jamais experimentará o real significado da graça divina e, mais cedo do que imagina, perceberá a fragilidade de seu amor por Deus. Não deixamos de obedecer a Deus por falta de amor, deixamos de amá-lo por não obedecer-lhe.


segunda-feira, abril 01, 2013

O sistema miojo de ensino

LEANDRO MARSHALL
Professor universitário, é doutor em ciências da comunicação, pós-doutor em sociologia e mestre em teorias da comunicação

Publicação Correio Braziliense: 30/03/2013

Um aluno do ensino médio no Brasil incluiu recentemente em sua redação do Exame Nacional do Ensino Médio uma receita de macarrão instantâneo. Note-se que o tema da redação era imigração no Brasil. Entretanto, cansado de “pensar” e de escrever sobre os retirantes, o candidato resolveu, no penúltimo parágrafo, introduzir, como plus, a fórmula científica da preparação de um macarrão. 

O candidato alegou que inseriu o parágrafo sobre o miojo “para testar o novo sistema de avaliação do Enem”. Parabéns. Ele conseguiu conquistar 560 dos mil pontos possíveis. E, surpreendentemente, o texto foi avaliado como “adequado” pelos avaliadores. Os analistas acharam que o texto tinha conteúdo e que não precisava ser submetido a um terceiro avaliador. 

O caso lembra o episódio do padeiro paraibano Severino da Silva, de 27 anos, que, em 2001, passou no vestibular de direito de uma universidade carioca. Apesar de não se sentir bem na hora da prova nem ter escrito a redação, Severino foi selecionado. E de forma espetacular: ele ficou no 9º lugar geral, com 2.562 pontos. Fato semelhante aconteceu na cidade de Ribeirão, em Pernambuco, em 2010, onde um candidato analfabeto foi aprovado em concurso público para a prefeitura. Ele ficou em 44º lugar entre 70 candidatos. 

Não podemos esquecer que, na última eleição, o palhaço Tiririca, candidato a deputado federal, aprovado nas urnas, foi submetido pela Justiça Eleitoral a um teste para comprovar se ele sabia ler e escrever. Parece que ele passou, já que tomou posse. O fato é que três meses antes da prova ele sumiu do mundo para fazer não se sabe o que.

Aliás, na política, a inanição cultural e educacional é espantosa. Assim como o caso do deputado Tiririca, em todas as eleições os candidatos têm que provar o mínimo de conhecimento letrado. Veja-se, por exemplo, que na cidade de Aracati, no Ceará, em 2004, os 18 candidatos foram obrigados a ler um trecho do livro infantil O menino mágico, de Rachel de Queiroz. Três não conseguiram fazer a prova. 


Coisa pior aconteceu em São Gabriel do Oeste (MS). Vinte e dois candidatos tinham que fazer uma prova, com uma hora para escrever 20 palavras, fazer as quatro operações matemáticas básicas e explicar qual a sua interpretação de um texto. Apenas 11 (metade) foram aprovados. Alguns tiraram nota zero: não conseguiram sequer somar, diminuir, dividir e multiplicar. 



O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2013 e a Prova Brasil de 2011 revelaram nos últimos meses que apenas 10,3% de seus estudantes do ensino médio dominam os conhecimentos de matemática (adequado à sua série). Os outros 90% estão “boiando”. E pior: regredimos. Em 2009, o percentual de analfabetos em matemática (em sua série) era de 11%.



Os resultados em língua portuguesa foram menos (!) dramáticos. Dos 100%, um total de 29,3% dos alunos sabe o conhecimento adequado para a série em que está. Os outros 70% também estão “boiando”. O levantamento anterior indicava o mesmo percentual.



Para finalizar, é sempre pertinente lembrar que o Brasil ainda tem 16 milhões de analfabetos. São pessoas que estão totalmente à margem da sociedade civil, do direito, da Justiça, da saúde, da educação e de tudo o mais. Estão à margem da sociedade, vivendo, mais ou menos, no século 1.000 a.C. 



Não bastasse isso, é importante acrescentar que, além dos analfabetos totais, o Brasil possui 30 milhões de analfabetos funcionais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os analfabetos funcionais são pessoas com 15 anos ou mais de idade que não possuem sequer quatro anos completos de estudo. Têm, portanto, enorme dificuldade para ler e escrever, mas, sobretudo, uma grave incapacidade para compreender o sentido de um texto ou de uma fala.



Esse é, enfim, o retrato do Brasil, em pleno início do século 21, nação que possui mais televisões do que geladeiras, ostenta o índice de dois celulares por pessoa, está completamente imersa na mania do Facebook, lê quase quatro livros por ano, idolatra os músicos do “lek, lek, lek” e considera os personagens do BBB verdadeiros intelectuais. 



Concluindo: lembro o despacho da desembargadora Sirley Biondi, da 4ª Região do TRT, de 17 de janeiro de 2007. Diante de tantas aleivosias na petição, a juíza não resistiu e teceu o seguinte comentário na sua sentença: 



“Insta ser salientado que os advogados que assinaram as contra-razões necessitam com urgência adquirir livros de português de modo a evitar as expressões que podem ser consideradas como injuriosas ao vernáculo, tais como “em fasse” (no lugar de “em face”), “não aciste razão” (assiste), “cliteriosamente” (criteriosamente), “doutros julgadores” (doutos), “estranhesa” (estranheza), “discusão” (discussão), “inedoneos” (inidôneos)... Acrescenta-se, ainda, que devem os causídicos adquirir também livros de direito, à medida que nas contra-razões constam “pedidos” como se apelação fosse, o que não tem o menor cabimento”. 

sexta-feira, março 29, 2013

SEXTA BÁSICA - Amor pra dizer - Luiz Arcanjo e Jamba

Gosto muitíssimo deste trabalho (todo o CD). O nível é tão alto que às vezes paro de ouvir, pois, para mim, tem muita informação musical, daí fico cansado. Mas é muitíssimo bom.

Inerves

quarta-feira, março 13, 2013

Abaixo a nadafobia hipócrita!!


Os pretensos nadafóbicos

Deus ama homossexuais, heterossexuais, adúlteros, fiéis, ladrões, negros, brancos, orientais, muçulmanos, judeus, tarados, falidos, famosos, ricos, pobres, atletas, bonzinhos, cozinheiros, pilotos, carrancudos, carismáticos, prostitutas, católicos, espíritas, presbiterianos, batistas, metodistas, ortodoxos etc.

Não importa a classe em que o homem resolve se posicionar, isso não faz dele melhor que ninguém, além disso, os seres humanos podem mudar de ideia, ou seja, o que é militância hoje pode ser arrependimento amanhã.

Deus nos vê a todos da mesma maneira, ninguém é melhor do que ninguém. Isso também não quer dizer que Ele está aplaudindo nossas ações, só porque Ele nos ama. A bíblia diz “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Todos precisamos ser revestidos da Glória dEle, da Sua perfeita Beleza, Bondade e Justiça. Ainda lemos “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu único Filho para que todo o que nEle crê não morra, mas tenha a vida Eterna”.

Será que os ditadores acham que só porque alguém não sai por aí dizendo que discorda, fatalmente concorda? Ou será que os ditadores querem apenas calar a boca dos que discordam? Será que os ditadores querem ditar a ética da contraparte majoritária – os outros (a propósito, toda ditadura é minoria, já perceberam?) – até que estes se tornem vacas tangidas pelo grito dos heterofóbicos, com seus aguilhões, e sua demagoga nadafobia?

Tentar apropriar-se pela força de conceitos opostos para dar o mesmo nome às suas ações contrárias é desonestidade. Se alguém quer pintar um mundo à sua maneira, acho que deve usar sua própria tinta e papel, e não usurpar as ferramentas e material alheios. A princípio, desde que não alegue fazer parte de uma classe qualquer ou a ela vincule-se por direito natural, ninguém se obriga moralmente a concordar com o pensamento coletivo ou individual de quem quer que seja, e tampouco deve impor o seu modo de ver pela força, pelo grito de quem quer o poder fascista de punir o discordante.

Abaixo a nadafobia hipócrita!!

No amor de Deus que ama a todos nós,  e em Jesus Cristo revela seu Grande Amor, independente de quem somos,

Pr. Inerves

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Fé e Amor, o caminho de sucesso para a igreja do Senhor


Nestes dias tenho lido bastante sobre a história da igreja. Isso tem me conscientizado de  que somos a continuação dessa história,  feita de muitas lutas, vitórias, desistências, erros e acertos, e que temos grande responsabilidade para o que no futuro alguém vai ouvir a nosso respeito.

Primeiro Deus nos salvou para que fôssemos incluídos em seu corpo na terra, e depois nos levanta como igreja da nossa época (a todos os cristãos verdadeiros) para que proclamemos as suas maravilhas, o seu poder, o seu grandioso amor. Para que declaremos ao mundo que Jesus Cristo está vivo. Ele, Emanuel, o Deus que está conosco, o Senhor, que reina sobre sua igreja, que é Sua e de mais ninguém, e que não se confunde com nenhuma outra coisa nessa terra.

O Senhor é maravilhoso porque faz coisas grandiosas, e deu à sua igreja autoridade para em seu nome também fazer coisas grandiosas. Tiago nos fala das prioridades “Cuidar dos órfãos e das viúvas e manter-se incontaminado do mundo”.

Como igreja do Senhor não existe outra identificação senão o nosso testemunho com fé. Paulo nos diz que a fé trabalha por meio do amor, ou seja, sem o amor, não há fé verdadeira, e sem fé não há igreja. Não se trata de nos exibir, nem de sermos arrogantes, mas sim de manifestar pelo amor a verdadeira vida que recebemos do Deus que habita em nós, por meio do Espírito Santo.

Então, o que fazer para sermos parte da boa história da igreja?

Façamos tudo com fé e amor, pois isso é o que futuramente estará escrito de bom a nosso respeito (a igreja de nossa época), se não estiver no livro dos homens, com certeza estará no livro de Deus. Pois o que estiver fora disso é vergonha e vexame. Não terá valido a pena.
Tenha um ótimo dia, igreja do Senhor!!
Pr. Inerves

quinta-feira, maio 31, 2012


Três lições para o caminho de discipulado

 
Aos cristãos deixo este texto retirado do site Ultimato.

“Use sua imaginação”, nos disse o guia, ao passar pela “porta sem volta” (“door of no return”) no Castelo da Costa do Cabo (“Cape Coast Castle”) em Gana, na África Ocidental. “Busque pensar no que passava pela cabeça daqueles que saíam daqui para nunca mais regressar à sua terra e família”. 
 
Por ali passaram inúmeros dos milhões de africanos capturados para o trabalho escravo nas Américas. Antes haviam sido armazenados em condições desumanas nos escuros porões de pedra desse castelo mantido ativo pelos britânicos de 1665 a 1807, o principal centro “exportador” que alimentava o tráfico escravo transatlântico.
 
A voz do guia quase sumia quando meu pensamento voava pelas datas indo até os cristãos britânicos daquela época.  Era difícil me concentrar, me mareava sem saber o que pensar caminhando por pequenos e sombrios calabouços onde metiam 200 a 300 pessoas. Amontoados e rebaixados à degradação, seres humanos feitos à imagem de Deus, o mesmo Criador em quem professava sua fé a maioria dos habitantes da nação responsável por administrar esse centro de horrores.
 
Esse havia sido meu dia “livre”, de “passeio”. Mais tarde, regressei à consulta em que participava com muitas perguntas, um tanto quanto incomodado e perturbado. O encontro com trinta representantes de todas as regiões do mundo era para discutir como deve se dar a formação de estudantes e profissionais para que sejam fiéis ao Senhor e relevantes em sua geração. Voltei então às minhas notas e separei três frases que escutei durante a consulta e que me ajudaram a delinear agendas para o caminho adiante.
 
1. “Nosso principal objetivo é investir em pessoas”. Foi a frase que recordo ter escutado bem ao início do encontro, a primeira que escrevi em meu caderno. Daniel Bourdanné, o atual líder da equipe internacional da comunidade (IFES, International Fellowship of Evangelical Students) que congrega mais de 150 movimentos estudantis cristãos em todo o mundo, como a ABU (Aliança Bíblica Universitária) no Brasil.
 
Prédios, livros, currículos, programas, somente possuem sentido se houver um foco na transformação integral da pessoa. Não basta só enfocar o desenvolvimento de sua capacidade intelectual ou a quantidade de conteúdo que dominará. Ou ajudamos a formar discípulos que são integralmente transformados e agentes de mudança ou então de nada serve o esforço. Cada processo de formação tem que ser pessoal, preocupado com o caráter, com as relações e com a conexão do indivíduo e sua comunidade com o seu mundo.
 
2. “Recuso que a vilania seja necessária”. Foi um privilégio ter o missiólogo Andrew Walls, do alto de 80 anos de vida e experiência, contando em prosa fácil as lições da história da igreja, na África, na China e também de sua terra natal, o Reino Unido. Daí essa sua frase acima, uma citação de John Wesley (“Pensamentos sobre a escravidão”, de 1774).
 
O tráfico de seres humanos era altamente rentável no século 18.  Assim como os motores da economia que hoje produzem o aquecimento global (para o caso de ser um dos céticos no tema, pense pelo menos na exploração indevida e na destruição dos recursos naturais do mundo que deixam como legado um mundo bem pior para as futuras gerações). Ou ainda como a lucrativa exploração sexual de mulheres, de imigrantes não documentados e de crianças. Rentável como os negócios dos senhores das drogas ou dos mestres das especulações financeiras que na atualidade desempregam a milhões e deixam a outros bilhões excluídos do sistema.
 
Que fazemos com a vilania? Consultas, como a que eu estive, para “discutir” o assunto? Claro que nada de errado há com as reuniões, mas algo está muito mal quando gente morre nos porões dos castelos contemporâneos de escravidão, passando por portas muitas vezes sem volta, sem que nos preocupemos, oremos e nos mobilizemos em obediência missionária transformadora.
 
3. “Alimentamos-nos da história ao caminhar para o futuro”. Quando ouvi Pete Lowman (esse estimado irmão que já escreveu um livro sobre a história do movimento estudantil cristão no mundo) dizer essa frase, tomei a resolução de buscar aprender mais com os erros e os acertos do passado. Não para grudar, nostálgico, no retrovisor, nem para ler acriticamente ou ingenuamente a história. Mas para reconhecer que cada geração tem os seus problemas e precisamos aprender em comunidade a responder aos desafios dessa que nos cabe viver. Carecemos do trabalho precioso dos historiadores ao examinar o passado! Necessitamos da sensibilidade e coragem dos profetas para os passos que damos no presente, aqueles que seguramente determinarão o nosso futuro.
 
Sem aprender do passado me torno arrogante, sem obediência no presente me torno negligente e sem enfrentar o futuro me torno irrelevante. Essas são portas perigosas, a arrogância, a negligência, a irrelevância, quase sem retorno. Outra vez ouço o convite daquele guia: “use sua imaginação”. Uso-a agora para sonhar que voltamos à Palavra de Deus com humildade, diligência e antenados com o nosso tempo. Para que em comunidade saibamos formar os discípulos e discípulas de Jesus que no mundo de hoje serão relevantes em missão.

quarta-feira, maio 30, 2012

Adoração da mente


Olá,

Realmente refleti sobre o texto a seguir, que escreveu Elbem Cesar do blog Devocionais.
Tenha um ótimo dia.
Inerves

A adoração da mente


Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. (João 15:5)

Quando eu estava envolvido com o grupo jovem, eu amava inovar as peças de teatro, as cantatas, as preleções, os encontros sociais, etc. Confesso que muitos desses meus ineditismos eram implementados sem a devida consulta a Deus. Após conversar muito com o Dono da obra, cheguei à conclusão que estava usando estratégias tão-somente humanas para tentar atrair as pessoas para o Reino. Hoje em dia,  programações continuam por aí sendo feitas em desacordo com o que Deus exige. Entretanto, a obra de evangelismo é bastante simples, assim como é simples o Senhor Jesus.

Sem dúvida, a mente humana é criativa e as idéias podem ser lindas e maravilhosas, mas são espiritualmente ineficazes se forem colocadas em prática sem a orientação divina. Hoje tenho consciência da importância da unção do Espírito Santo. Sem essa unção, qualquer técnica humana não passa de mera peça teatral.

Eu nunca me esqueci de um debate que ocorreu em uma aula de literatura. Um estudante estava indignado porque a Bíblia sempre foi um “Best Seller”. Ele argumentava que a humanidade seria melhor se, em vez de lê-la, vivesse uma vida racional. Meu professor respondeu com naturalidade: “Ah, então você adora a mente”.

O estudante respondeu: “O quê? Eu não adoro nada! Eu sou um ateu. Será que você não me entendeu? Eu disse que o homem só será capaz de criar uma sociedade pacífica e feliz quando usar o cérebro e passar a pensar logicamente”.

“Sim, eu entendi”, respondeu o professor. “Você está dizendo que vê a mente como a maior fonte da verdade. Que não existe nada acima dela. E que mediante o uso do cérebro, o homem obterá todas as respostas que busca. Sim, isso é um caso claro de adoração da mente”. Adoração é submeter-se a alguém.

Eu não gosto de admitir isso, mas escrevo que caí na tentação de “adorar a mente” mais de uma vez na minha vida. No entanto, após aceitar que a Verdade divina é simples, eu fiquei aliviado desses “fardos” de ter que ficar sempre inventado programações. E melhor ainda fiquei após saber que é impossível prosseguir na vida cristã se não estiver na completa dependência de Deus.

Cristo é a videira verdadeira, e nós somos os ramos. Além dele, nada é possível. Nenhum pensamento, por mais brilhante que seja, nenhuma boa obra, por mais magnífica que seja, nos dará as respostas que buscamos, nos levará ou levará alguém à vida eterna. Por outro lado, uma vida passageira, mas dependente de Deus, se torna cheia de significado eterno quando Cristo está no controle.

Estar unido com Cristo é adorá-lo, é submeter-se à simplicidade do seu mandado. Ele nunca nos pediu que devêssemos fazer algo sofisticado idealizado por nossas mentes férteis. Ele é a árvore que nos sustenta e nós somos apenas os ramos. Sua obra é simples.

Portanto, o mandado de Cristo é estarmos unidos com ele. Isso significa comunicarmos com ele todo dia em oração e leitura da Bíblia; cultuarmos a ele em todo momento e em tudo que fizermos; refletirmos a sua bondade em todo lugar; fugirmos do pecado em todo instante e sempre servirmos ao próximo nas suas necessidades.

Obrigado pela leitura!
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Um forte abraço.
Elbem César

segunda-feira, maio 21, 2012

Humildade

Hoje deixo para vocês a meditação postada por Mario Fernandez em http://www.ichtus.com.br/dev/2012/05/20/humildade/.
Boa leitura
Inerves


“Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.” (Gálatas 6:3 ARA)
Estou impressionado com a capacidade de algumas pessoas elogiarem, motivarem, enaltecerem e engrandecerem – a si mesmas, como se fossem o centro do universo. Quem ouve, em parte pensa que se fala de uma instituição de caridade ou de algum virtuoso grupo de sábios e entendidos que dominam determinado assunto. Engano, trata-se de um arrogante falando de si. Não cita nomes nem deixa pista de quem seja, mas creia-me é um ser humano.
Fico olhando para Jesus Cristo e vejo o contrário, pois sendo Ele tudo que é, nunca reclamou isso para si. Meu querido leitor, nenhum de nós é absolutamente NADA a não ser objeto do amor de Deus, nosso Pai. Se tirar isso, não servimos nem para adubo, nem para poeira de beira de estrada. Se somos alguma coisa é por causa do amor de Deus e nada mais, com tudo que isso implica.
Mas a figura que inspirou esta meditação não é assim. Fala de si como quem fala de outro, enaltece até os defeitos como os mais belos defeitos que alguém possa ter. Imagino que ao levantar olha-se no espelho, cedo pela manhã, e deve dizer (imagino) “quão grande és tu. quão formoso és, tal como outro não há. não há outro como tu nem em cima no céu nem embaixo na terra. exaltado seja o teu nome. louvado sejas tu. os reis dos povos se prostrarão ante a ti. Curvemo-nos todos diante de ti.”
Pareceu exagero teatral? Pode ser. Mas será que eu e você não temos uma pitadinha disso de vez em quando? Mesmo nas mais nobres ações podem aparecer atitudes menos virtuosas. Posso ter orgulho do que preguei, das curas daqueles pelos quem orei, até daquilo que escrevo aqui. Minha carne pede por isso. Mas se eu não me vigiar, entrando por este caminho, serei eu na frente do espelho dizendo a mim o que deveria dizer a Deus. Cuidado, quem pensa de si mais do que convem se engana. Com a graça de Deus tenho conhecido e convivido com homens que me inspiram neste sentido. Conversei com um pastor de 20.000 pessoas e quase que o confundo com um dos diáconos, de tão simples que ele era. Me inspirou.
Cuidado e prudência, meu querido, para não ser engando por si mesmo.
“Senhor, misericórdia. Não quero pensar de mim absolutamente nada a não ser que Teu amor é tudo para mim e Tua graça melhor que a vida. Mais do que isso, livra-me.”
Mário Fernandez

quinta-feira, maio 17, 2012

O diabo está na internet


Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
1 Pedro 5:8.
Queridos irmãos e irmãs, gostaria de chamar sua atenção para algo que se não vigiarmos não perceberemos. O inimigo, desde o início da vida do homem na terra, tem se levantado para destruir a alma dos homens.
Na atualidade, com a internet e a propagação das redes sociais,  estamos diante de relacionamentos em ambientes virtuais, porém a realidade espiritual não é virtual, mas sim real, tangível, visível. Os danos causados à alma pela exposição às armadilhas, sofismas e enganos virtuais são reais, são visíveis e conduzem até mesmo à destruição de um projeto de família, de profissão, enfim, de uma vida saudável.
A verdade é que o diabo também está na net. Ele tem levantado um exército de colaboradores que com suas mensagens textuais, músicas, fotos e vídeos tem arrastado milhões de pessoas para o abismo. Diante desses desafios precisamos aprender a navegar na internet para não sermos levados pela correnteza.
Existem ferramentas de limitação de conteúdo (você sabia que no youtube existe uma possibilidade de utilização segura que filtra boa parte de vídeos que não interessam a nós cristãos?). Quanto aos pais, existem ferramentas de proteção familiar, onde os pais podem bloquear sites ou conteúdos não recomendados para as crianças. Portanto, para navegar nessas águas turbulentas é preciso ter cuidado. Com certeza existem boas coisas para se ver e fazer na internet, cabe a nós buscá-las.
Como filhos de Deus, devemos buscar sempre ter uma atuação ativa na internet. Devemos enviar mensagens textuais, vídeos, músicas etc  que ajudem as pessoas, que construam boas fortalezas na vida delas, livrando-as das influências negativas. Assim também estaremos ajudando-as a usarem bem o seu tempo.
Senhor, pedimos-te proteção contra todo ladrão de nossos sonhos, todo ladrão de vidas, todo vírus espiritual instalado na internet para a destruição de nossa alma e nosso bom relacionamento contigo e com os homens. Ajude-nos a fazermos o melhor uso possível da internet e de suas ferramentas, e a sermos propagadores das coisas maravilhosas que o Senhor tem liberado sobre a terra para abençoar a vida dos homens. Em nome de Jesus.
Pr. Inerves

quarta-feira, maio 16, 2012

CONFIRMAÇÃO (Caráter)


Olá recebi essa publicação sobre caráter e compartilho aqui.
Tenha uma maravilhoso dia na presença do Pai Eterno.
Inerves

"No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra." (Tito 1:16 ARA)
Paulo se refere às pessoas que não têm uma vida coerente entre o que dizem e o que praticam. Infelizmente, pessoas assim existiram naquele tempo e continuam existindo, ainda que, tantas vezes, tenham sido confrontadas.
Na minha caminhada como pastor conheci muita gente, dos bem simples aos mais complicados, os realmente sinceros e os compulsivamente mentirosos, gente honesta e gente que não valia a sombra que fazia ao sol. Isso me ensinou algo que este versículo exemplifica muito bem: as palavras falam menos que as atitudes. Basta tirar o cargo de uma pessoa para ver se ela tem, de fato, o coração naquilo que faz. Basta colocá-lo em anonimato para descobrir a real paixão. Ouvi uma frase marcante algum tempo atrás: não consigo escutar o que voce diz, suas atitudes estão falando muito mais alto.
Qualquer pessoa que tem um mínimo entendimento de Deus e do Seu Reino, compreende o princípio de ser aprovado ou reprovado. Ser abominável quase não precisa de explicação e qualquer um compreende o que é um desobediente, um rebelde. Nada disso é elogio, nada disso melhora a vida de ninguém. Nossas atitudes e ações revelam o que somos, mais cedo ou mais tarde. Ao passar de largo por um faminto ignorando-o, demonstro o amor que tenho pelos necessitados. Ou a falta dele. Ao evitar de servir em uma igreja local, apresento minha opinião sobre o meu Deus.
Ademais, é importante frisar que reações também contam e também são obras. A maneira como reajo em uma situação ruim, contrária ao meu gosto ou opinião, ou a um confronto, revela igualmente quem sou. É muito mais fácil agir bem do que reagir bem. Analise e constate: não tem como ser manso e humilde em todas as reações apenas usando nosso caráter natural. É preciso ação de Deus em nós. Cabe aos esclarecidos agir bem e reagir ainda melhor.
"Senhor, eu quero ser aprovado por Ti e não quero que minhas atitudes, em ações e reações, deponham contra minhas palavras. Ajuda-me e fortalece-me para encontrar uma forma de me deixar moldar pelo Teu Espírito tendo assim o Teu caráter."

Mário Fernandez

quarta-feira, julho 13, 2011

JESUS NO BARCO FAZ TODA A DIFERENÇA

JESUS NO BARCO FAZ TODA A DIFERENÇA 
Autor: Pr. João Batista de Souza 


Introdução:
Existe uma história na Bíblia muito interessante. Está em Marcos capítulo 4. Nesta história, o mar representa a vida de um modo geral, o barco a nossa vida pessoal, os discípulos somos nós e Jesus um convidado especial. Vamos analisá-la:
Bem, uma coisa importante que temos que saber é que o mar é muito grande e muito belo. A nossa vida também é grande e bela. Porém o texto diz que Jesus se convidou a entrar no barco de Pedro e após alguns instantes veio uma grande tempestade.
I - Então a primeira lição que tiramos deste texto é que o fato de Jesus estar em nosso barco não significa que não enfrentaremos tempestades. O mar é lindo, é grande, mas também há relatos de coisas difíceis que acontecem no mar, assim é também com a nossa vida. Ela é bela é grande, mas também acontecem intempéries. 
Com isso quero dizer que assim como o mar mudou repentinamente, a nossa vida também pode mudar. As vezes as mudanças acontecem muito rápidas. Temos uma decisão a tomar: passar pela tempestade com Jesus ou sem Jesus! 
É sempre bom lembrar que assim como todos os barcos enfrentaram a tempestade, o barco de Pedro também enfrentou, porém ele estava com Jesus no barco e isto faz toda a diferença.
II - A segunda lição que quero compartilhar é que na hora da tempestade os discípulos ficaram com medo e o medo é algo muito terrível para as nossas vidas.
Claro que existe um tipo de medo que é bom, como você olhar um pit bull e ter medo dele te morder, este tipo de medo é benigno, evita desastres e outras coisas mais. Porém ha um tipo de medo que é neutralizante e acaba por roubar a fé de quem o possui.
Os discípulos estavam com medo. Eles procuraram Jesus por medo e não por fé. 
Quero falar algumas verdades sobre o medo:
1ª O medo faz voce tratar pessoas que sempre te ajudaram como se fossem o seu inimigo - veja que eles chegam a Jesus dizendo: voce nao se importa que vamos morrer? Eles exigiam algo de Jesus, como se Jesus fosse o culpado da tempestade.
2º O medo causa amnésia, esquecimento - Jesus havia curado paralíticos, cegos, multiplicado pães e feito muitas maravilhas e agora diante da tempestade, eles se esqueceram de quem estava com eles no barco e do que ele era capaz de fazer.
3º O medo faz que as pessoas que estão desesperadas exijam que as que estão calmas se desesperem também - Os discípulos chegaram até Jesus exigindo que ele fizesse alguma coisa, esvaziar o barco! Eles procuraram a Jesus e, ao ver Jesus dormindo, eles gritam: não te importa que morramos? Em outras palavras, levanta daí e faça alguma coisa. Pegue um balde e nos ajude a esvaziar o barco etc........
Eles procuraram Jesus por medo e não por fé.
O medo neutraliza a fé. Faz agente ver somente o problema e não a solução.
A pergunta é: Jesus esta no seu barco?
Você procura Jesus por medo ou por fé?
O medo mostra o problema, a fé a solução.
O medo mostra a tempestade, a fé a bonança.
O medo mostra um problema sem saída, a fé mostra um Deus sem limites.
Deus não fica preocupado com o tamanho do nosso problema, ele se preocupa com a nossa atitude. Vamos agir por medo ou por fé?
Algumas pessoas não sabem enfrentar tempestades, elas se desesperam. Em uma tempestade, terá mais chance os que estiverem tranquilos.
Algumas pessoas não sabem tirar prazer da bonança e por isso vivem sempre em tempestades.
III - Lembre-se que no meio do vendaval, da mais densa tempestade, Jesus dormia. Aqui está a ultima lição deste texto.
Podemos ter paz no meio das tempestades. Jesus é apenas o convidado. O barco é seu. Você pode passar com ele ou sem ele. A opção é sua.
Mas gostaria de fazer mais uma consideração para meditação e fortalecimento: existem tempestades com raios e trovões, tempestades fortes e com granizo, tempestades que duram um dia e outras apenas algumas horas. 
Porém, todas tem algo em comum: todas passam e com certeza esta que você está enfrentando também vai passar.

segunda-feira, abril 11, 2011

Olá prezado ou prezada navegante,

Este texto é meio grande, mas te garanto que em 5 minutos você terá lido todo o texto.
Esta reflexão é sobre o ciclo das sementes que Deus coloca em nossas vidas

Lemos o seguinte no livro de Mateus 25.13-29
"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.
Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.
Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado."

Quando falamos de talentos, podemos pensar em algo como uma semente. Geralmente, damos aos talentos o nome de dons, porque são algo que recebemos de Deus para multiplicá-los, ou seja, há um ciclo associado a eles, vejamos:

I - A semente é plantada
Que semente é essa? Na verdade recebemos várias sementes em nossa vida, tais como os dons e talentos e a palavra de Deus (Lc. 8.11 - Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;).
Deus é o semeador das sementes na nossa vida. Deus é o doador dos dons e talentos.

II - A semente é regada
Regamos as sementes com os nossos sonhos, olhando com firmeza para o futuro, e pensamos em fazer uso daquilo que Deus nos deu. Só pessoas de visão são capazes de transformar o mundo.
A visão nos mostra o nosso destino desejado. Ela nos move para a frente, e, na verdade, só conseguimos lutar, se tivermos uma razão por que lutar. Só conseguimos prosseguir se tivermos um objetivo a alcançar.
Às vezes nós paramos porque perdemos o foco, a visão. Se não vemos mais um motivo para lutar, com certeza não vamos lutar.

III - A semente cresce
O crescimento está associado a fazer evoluir o que recebemos. Vemos na parábola acima que a pessoa que recebeu um talento, em vez de fazê-lo crescer, resolveu enterrá-lo, por quê? como ele mesmo disse, tive medo.
Muitos tem medo de crescer, outros não tem fé, não conseguem acreditar que aquilo que recebeu é de fato algo que pode ser evoluído e pode alcançar patamares de crescimento inimagináveis.
Outros ainda se negam a crescer, porque o crescimento traz maior responsabilidade. Um adolescente tem pouquíssima responsabilidade com os seus atos e suas consequências, mas quando fica adulto, já tem que se responsabilizar não só com suas ações, mas também com a vida de quem o cerca.
A semente deve crescer, pois se não crescer, morre.
Lembremos ainda que nem todo crescimento é visível. O crescimento de algo que tem sustentação só começa a ser visto depois de constituídas as suas bases fortes. Vejamos o caso de uma arranha-céu, um pé de eucalipto, um pé de bambu, todos esses possuem fundações que demoram para ser edificadas, até que estejam prontos para subir.

IV - A semente deve frutificar
Esse é o último estágio do ciclo da semente.
Uma vez que a semente não morreu, ela deve germinar, transformar-se em um árvore e produzir os seus frutos.
O fruto indica que chegou um tempo de maturidade, significa que estamos prontos para  compartilhar do que recebemos, chegou o tempo de transmitir de graça o que de graça recebemos (Mt. 10.8). É nessa fase que saímos à guerra, e essa guerra não é apenas pessoal, guerreamos por nós e também pelos outros.
O Cristão deve saber que quando ele se vê um cristão de verdade, já é tempo de compartilhar.
Jesus disse: “Ide e fazei discípulos de todas as nações”.
Muitos até querem crescer, mas não querem frutificar. Existem aquelas pessoas que querem passar a vida inteira estudando, mas não são capazes de parar um segundo para ensinar a alguém, enquanto há aquelas que assim que aprendem já querem transmitir o que aprenderam.
Crescer, mas não frutificar, é muito semelhante ao aborto. Alguém que passou pela vida, e apenas cuidou de si mesmo, sem se preocupar com os outros.
Lembremos sempre que existe uma multiplicação fenomenal associada ao fruto, pois com o fruto novas sementes são geradas, e um novo ciclo se inicia.
Deus disse: crescei e multiplicai, Gn. 1.22.

Te convido então a regar, fazer crescer e frutificar as boas sementes que O Senhor Deus plantou em tua vida, para a Glória dEle.

Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus,

Pr. Inerves

quinta-feira, abril 07, 2011

Todo cristão tem que passar por tribulação

Olá,

Deixo pra você uma reflexão à luz da bíblia sobre o papel das tribulações da vida do Cristão.

Veja o texto de I Pe. 1.3-9 
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós,
Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo,
Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;
Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso;
Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.”

As tribulações desta vida tem um papel significativo na vida do cristão. Vejamos a seguir três formas pelas quais nos afetam:
1 – Elas revelam nossa fraqueza e despreparo diante das situações difíceis, e revelam também a graça e o conhecimento do Senhor para as nossas vidas
Tg. 1-3 nos diz que “a prova da nossa fé produz a perseverança (capacidade de continuar crendo diante das circunstâncias difíceis”.
Ninguém chama de tribulação aquilo para o qual já está preparado para tratar ou resolver. Quando já sabemos lidar com um problema, por mais difícil que seja, consideramos que faz parte da nossa vida.
Por outro lado, quando surgem os problemas novos, começamos a clamar a Deus, às vezes até nos desesperamos, mas Deus nos ajuda na nossa fraqueza.
Deus diz a Paulo, em II Co. 12.9 “A minha graça te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”, ou seja, o poder de Deus se manifesta em nós quando estamos contando com Ele.
Quando pensamos que só Deus pode nos ajudar, é aí que obtemos a ajuda que precisamos.
É nessa hora que olhamos para cima, como diz o salmista em Salmos 121.1-2 “ Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”
Lemos também em Tg.  4.10- “Humilhai-vos perante o Senhor e Ele vos exaltará.”. Aqui vemos Deus nos levantando quando estamos lá embaixo, descrentes em nós mesmos, nas nossas próprias soluções, vazios das nossas próprias forças.
Diante das situações difíceis da vida nós aprendemos a confiar inteiramente em Deus, como diz o texto de I Pe. 1.13 – “Sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo.
II Pe. 3.18 – “Antes, crescei na graça e no conhecimento nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”

2  – Elas servem para a glorificação do Senhor na nossa vida.
- Às vezes as tribulações são necessárias
como diz o texto de I Pedro 1.6-7 – “Se necessário, seremos contristados por várias provações. Essas provações são para que a prova da nossa fé... redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.”
- às vezes somos mal-falados, a ponto de sermos comparados como malfeitores. Quantos já não ouviram “porque todo pastor é ladrão”.
Em I Pe. 2.12 está escrito:  “... falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação”.
- Se sofremos injustamente, com paciência, seguindo os passos de Cristo, isto é agradável a Deus
Diz o texto de I Pe. 2.19-25
19 Porque isto é agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente.
20 Pois, que glória é essa, se, quando cometeis pecado e sois por isso esbofeteados, sofreis com paciência? Mas se, quando fazeis o bem e sois afligidos, o sofreis com paciência, isso é agradável a Deus.
21 Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.
22 Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano;
23 sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;
24 levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.
25 Porque éreis desgarrados, como ovelhas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.
Ainda que o sofrimento esteja grande, devemos confiar no Senhor, “Pois os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua súplica,”
Por último
3 – Elas apontam para a vinda de Cristo
- Devemos nos manter pacientes diante das tribulações
Tg. 1. 12 – “Bem-aventurado o homem que suporta a provação, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam”.
Tg. 5.7 – “Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Vede que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até receber as primeiras e as últimas chuvas.
Tg.  5.8 – “Sede vós também pacientes, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.”
Nessas circunstâncias difíceis , somos tentados a desistir, mas  II Pe. 2.9 nos diz “assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados.”
- Devemos ficar firmes, e não nos deixarmos levar pelo desânimo, nem pela voz dos incrédulos, porque II Pe. 2.14 – almas inconstantes são engodadas por homens maus.
II Pe. 2.18 – “... engodam aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro”
- Não nos deixemos vencer pelas circunstâncias, pois não somos escravos delas
II Pe. 2.19 – “de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo”
- De olho na vinda de Cristo devemos resistir, pois queremos estar melhor a cada novo dia.
II Pe. 2.20  - se um homem escapa das corrupções do mundo e nelas é envolvido e vencido, o último estado é pior que o primeiro.
- Devemos continuar sempre esperando por Ele
II Pe. 3.3-4 – escarnecedores dizem “Onde está a promessa da sua vinda?”.
II Pe. 3.17 – “guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza.”
- Ele não está demorando
II Pe. 3.8-9 – um dia para Deus é como mil anos, e vice-versa. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguém ache que Ele está demorando. Ele ainda não veio porque Ele é longânimo (extremamente paciente), e não quer que ninguém se perca. (Deus é longânimo para com todas as gerações).
Não desista de crer, ainda que esteja difícil, duro de prosseguir, pois as lutas devem produzir na nossa vida o seu propósito principal, aumentar-nos a fé com seu alvo principal, a nossa salvação.

Fique firme na Paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nosso Deus.
Um abraço.
Pr. Inerves