Corro para o Alvo

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3.14-15

quinta-feira, maio 31, 2012


Três lições para o caminho de discipulado

 
Aos cristãos deixo este texto retirado do site Ultimato.

“Use sua imaginação”, nos disse o guia, ao passar pela “porta sem volta” (“door of no return”) no Castelo da Costa do Cabo (“Cape Coast Castle”) em Gana, na África Ocidental. “Busque pensar no que passava pela cabeça daqueles que saíam daqui para nunca mais regressar à sua terra e família”. 
 
Por ali passaram inúmeros dos milhões de africanos capturados para o trabalho escravo nas Américas. Antes haviam sido armazenados em condições desumanas nos escuros porões de pedra desse castelo mantido ativo pelos britânicos de 1665 a 1807, o principal centro “exportador” que alimentava o tráfico escravo transatlântico.
 
A voz do guia quase sumia quando meu pensamento voava pelas datas indo até os cristãos britânicos daquela época.  Era difícil me concentrar, me mareava sem saber o que pensar caminhando por pequenos e sombrios calabouços onde metiam 200 a 300 pessoas. Amontoados e rebaixados à degradação, seres humanos feitos à imagem de Deus, o mesmo Criador em quem professava sua fé a maioria dos habitantes da nação responsável por administrar esse centro de horrores.
 
Esse havia sido meu dia “livre”, de “passeio”. Mais tarde, regressei à consulta em que participava com muitas perguntas, um tanto quanto incomodado e perturbado. O encontro com trinta representantes de todas as regiões do mundo era para discutir como deve se dar a formação de estudantes e profissionais para que sejam fiéis ao Senhor e relevantes em sua geração. Voltei então às minhas notas e separei três frases que escutei durante a consulta e que me ajudaram a delinear agendas para o caminho adiante.
 
1. “Nosso principal objetivo é investir em pessoas”. Foi a frase que recordo ter escutado bem ao início do encontro, a primeira que escrevi em meu caderno. Daniel Bourdanné, o atual líder da equipe internacional da comunidade (IFES, International Fellowship of Evangelical Students) que congrega mais de 150 movimentos estudantis cristãos em todo o mundo, como a ABU (Aliança Bíblica Universitária) no Brasil.
 
Prédios, livros, currículos, programas, somente possuem sentido se houver um foco na transformação integral da pessoa. Não basta só enfocar o desenvolvimento de sua capacidade intelectual ou a quantidade de conteúdo que dominará. Ou ajudamos a formar discípulos que são integralmente transformados e agentes de mudança ou então de nada serve o esforço. Cada processo de formação tem que ser pessoal, preocupado com o caráter, com as relações e com a conexão do indivíduo e sua comunidade com o seu mundo.
 
2. “Recuso que a vilania seja necessária”. Foi um privilégio ter o missiólogo Andrew Walls, do alto de 80 anos de vida e experiência, contando em prosa fácil as lições da história da igreja, na África, na China e também de sua terra natal, o Reino Unido. Daí essa sua frase acima, uma citação de John Wesley (“Pensamentos sobre a escravidão”, de 1774).
 
O tráfico de seres humanos era altamente rentável no século 18.  Assim como os motores da economia que hoje produzem o aquecimento global (para o caso de ser um dos céticos no tema, pense pelo menos na exploração indevida e na destruição dos recursos naturais do mundo que deixam como legado um mundo bem pior para as futuras gerações). Ou ainda como a lucrativa exploração sexual de mulheres, de imigrantes não documentados e de crianças. Rentável como os negócios dos senhores das drogas ou dos mestres das especulações financeiras que na atualidade desempregam a milhões e deixam a outros bilhões excluídos do sistema.
 
Que fazemos com a vilania? Consultas, como a que eu estive, para “discutir” o assunto? Claro que nada de errado há com as reuniões, mas algo está muito mal quando gente morre nos porões dos castelos contemporâneos de escravidão, passando por portas muitas vezes sem volta, sem que nos preocupemos, oremos e nos mobilizemos em obediência missionária transformadora.
 
3. “Alimentamos-nos da história ao caminhar para o futuro”. Quando ouvi Pete Lowman (esse estimado irmão que já escreveu um livro sobre a história do movimento estudantil cristão no mundo) dizer essa frase, tomei a resolução de buscar aprender mais com os erros e os acertos do passado. Não para grudar, nostálgico, no retrovisor, nem para ler acriticamente ou ingenuamente a história. Mas para reconhecer que cada geração tem os seus problemas e precisamos aprender em comunidade a responder aos desafios dessa que nos cabe viver. Carecemos do trabalho precioso dos historiadores ao examinar o passado! Necessitamos da sensibilidade e coragem dos profetas para os passos que damos no presente, aqueles que seguramente determinarão o nosso futuro.
 
Sem aprender do passado me torno arrogante, sem obediência no presente me torno negligente e sem enfrentar o futuro me torno irrelevante. Essas são portas perigosas, a arrogância, a negligência, a irrelevância, quase sem retorno. Outra vez ouço o convite daquele guia: “use sua imaginação”. Uso-a agora para sonhar que voltamos à Palavra de Deus com humildade, diligência e antenados com o nosso tempo. Para que em comunidade saibamos formar os discípulos e discípulas de Jesus que no mundo de hoje serão relevantes em missão.

quarta-feira, maio 30, 2012

Adoração da mente


Olá,

Realmente refleti sobre o texto a seguir, que escreveu Elbem Cesar do blog Devocionais.
Tenha um ótimo dia.
Inerves

A adoração da mente


Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. (João 15:5)

Quando eu estava envolvido com o grupo jovem, eu amava inovar as peças de teatro, as cantatas, as preleções, os encontros sociais, etc. Confesso que muitos desses meus ineditismos eram implementados sem a devida consulta a Deus. Após conversar muito com o Dono da obra, cheguei à conclusão que estava usando estratégias tão-somente humanas para tentar atrair as pessoas para o Reino. Hoje em dia,  programações continuam por aí sendo feitas em desacordo com o que Deus exige. Entretanto, a obra de evangelismo é bastante simples, assim como é simples o Senhor Jesus.

Sem dúvida, a mente humana é criativa e as idéias podem ser lindas e maravilhosas, mas são espiritualmente ineficazes se forem colocadas em prática sem a orientação divina. Hoje tenho consciência da importância da unção do Espírito Santo. Sem essa unção, qualquer técnica humana não passa de mera peça teatral.

Eu nunca me esqueci de um debate que ocorreu em uma aula de literatura. Um estudante estava indignado porque a Bíblia sempre foi um “Best Seller”. Ele argumentava que a humanidade seria melhor se, em vez de lê-la, vivesse uma vida racional. Meu professor respondeu com naturalidade: “Ah, então você adora a mente”.

O estudante respondeu: “O quê? Eu não adoro nada! Eu sou um ateu. Será que você não me entendeu? Eu disse que o homem só será capaz de criar uma sociedade pacífica e feliz quando usar o cérebro e passar a pensar logicamente”.

“Sim, eu entendi”, respondeu o professor. “Você está dizendo que vê a mente como a maior fonte da verdade. Que não existe nada acima dela. E que mediante o uso do cérebro, o homem obterá todas as respostas que busca. Sim, isso é um caso claro de adoração da mente”. Adoração é submeter-se a alguém.

Eu não gosto de admitir isso, mas escrevo que caí na tentação de “adorar a mente” mais de uma vez na minha vida. No entanto, após aceitar que a Verdade divina é simples, eu fiquei aliviado desses “fardos” de ter que ficar sempre inventado programações. E melhor ainda fiquei após saber que é impossível prosseguir na vida cristã se não estiver na completa dependência de Deus.

Cristo é a videira verdadeira, e nós somos os ramos. Além dele, nada é possível. Nenhum pensamento, por mais brilhante que seja, nenhuma boa obra, por mais magnífica que seja, nos dará as respostas que buscamos, nos levará ou levará alguém à vida eterna. Por outro lado, uma vida passageira, mas dependente de Deus, se torna cheia de significado eterno quando Cristo está no controle.

Estar unido com Cristo é adorá-lo, é submeter-se à simplicidade do seu mandado. Ele nunca nos pediu que devêssemos fazer algo sofisticado idealizado por nossas mentes férteis. Ele é a árvore que nos sustenta e nós somos apenas os ramos. Sua obra é simples.

Portanto, o mandado de Cristo é estarmos unidos com ele. Isso significa comunicarmos com ele todo dia em oração e leitura da Bíblia; cultuarmos a ele em todo momento e em tudo que fizermos; refletirmos a sua bondade em todo lugar; fugirmos do pecado em todo instante e sempre servirmos ao próximo nas suas necessidades.

Obrigado pela leitura!
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Um forte abraço.
Elbem César

segunda-feira, maio 21, 2012

Humildade

Hoje deixo para vocês a meditação postada por Mario Fernandez em http://www.ichtus.com.br/dev/2012/05/20/humildade/.
Boa leitura
Inerves


“Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana.” (Gálatas 6:3 ARA)
Estou impressionado com a capacidade de algumas pessoas elogiarem, motivarem, enaltecerem e engrandecerem – a si mesmas, como se fossem o centro do universo. Quem ouve, em parte pensa que se fala de uma instituição de caridade ou de algum virtuoso grupo de sábios e entendidos que dominam determinado assunto. Engano, trata-se de um arrogante falando de si. Não cita nomes nem deixa pista de quem seja, mas creia-me é um ser humano.
Fico olhando para Jesus Cristo e vejo o contrário, pois sendo Ele tudo que é, nunca reclamou isso para si. Meu querido leitor, nenhum de nós é absolutamente NADA a não ser objeto do amor de Deus, nosso Pai. Se tirar isso, não servimos nem para adubo, nem para poeira de beira de estrada. Se somos alguma coisa é por causa do amor de Deus e nada mais, com tudo que isso implica.
Mas a figura que inspirou esta meditação não é assim. Fala de si como quem fala de outro, enaltece até os defeitos como os mais belos defeitos que alguém possa ter. Imagino que ao levantar olha-se no espelho, cedo pela manhã, e deve dizer (imagino) “quão grande és tu. quão formoso és, tal como outro não há. não há outro como tu nem em cima no céu nem embaixo na terra. exaltado seja o teu nome. louvado sejas tu. os reis dos povos se prostrarão ante a ti. Curvemo-nos todos diante de ti.”
Pareceu exagero teatral? Pode ser. Mas será que eu e você não temos uma pitadinha disso de vez em quando? Mesmo nas mais nobres ações podem aparecer atitudes menos virtuosas. Posso ter orgulho do que preguei, das curas daqueles pelos quem orei, até daquilo que escrevo aqui. Minha carne pede por isso. Mas se eu não me vigiar, entrando por este caminho, serei eu na frente do espelho dizendo a mim o que deveria dizer a Deus. Cuidado, quem pensa de si mais do que convem se engana. Com a graça de Deus tenho conhecido e convivido com homens que me inspiram neste sentido. Conversei com um pastor de 20.000 pessoas e quase que o confundo com um dos diáconos, de tão simples que ele era. Me inspirou.
Cuidado e prudência, meu querido, para não ser engando por si mesmo.
“Senhor, misericórdia. Não quero pensar de mim absolutamente nada a não ser que Teu amor é tudo para mim e Tua graça melhor que a vida. Mais do que isso, livra-me.”
Mário Fernandez

quinta-feira, maio 17, 2012

O diabo está na internet


Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
1 Pedro 5:8.
Queridos irmãos e irmãs, gostaria de chamar sua atenção para algo que se não vigiarmos não perceberemos. O inimigo, desde o início da vida do homem na terra, tem se levantado para destruir a alma dos homens.
Na atualidade, com a internet e a propagação das redes sociais,  estamos diante de relacionamentos em ambientes virtuais, porém a realidade espiritual não é virtual, mas sim real, tangível, visível. Os danos causados à alma pela exposição às armadilhas, sofismas e enganos virtuais são reais, são visíveis e conduzem até mesmo à destruição de um projeto de família, de profissão, enfim, de uma vida saudável.
A verdade é que o diabo também está na net. Ele tem levantado um exército de colaboradores que com suas mensagens textuais, músicas, fotos e vídeos tem arrastado milhões de pessoas para o abismo. Diante desses desafios precisamos aprender a navegar na internet para não sermos levados pela correnteza.
Existem ferramentas de limitação de conteúdo (você sabia que no youtube existe uma possibilidade de utilização segura que filtra boa parte de vídeos que não interessam a nós cristãos?). Quanto aos pais, existem ferramentas de proteção familiar, onde os pais podem bloquear sites ou conteúdos não recomendados para as crianças. Portanto, para navegar nessas águas turbulentas é preciso ter cuidado. Com certeza existem boas coisas para se ver e fazer na internet, cabe a nós buscá-las.
Como filhos de Deus, devemos buscar sempre ter uma atuação ativa na internet. Devemos enviar mensagens textuais, vídeos, músicas etc  que ajudem as pessoas, que construam boas fortalezas na vida delas, livrando-as das influências negativas. Assim também estaremos ajudando-as a usarem bem o seu tempo.
Senhor, pedimos-te proteção contra todo ladrão de nossos sonhos, todo ladrão de vidas, todo vírus espiritual instalado na internet para a destruição de nossa alma e nosso bom relacionamento contigo e com os homens. Ajude-nos a fazermos o melhor uso possível da internet e de suas ferramentas, e a sermos propagadores das coisas maravilhosas que o Senhor tem liberado sobre a terra para abençoar a vida dos homens. Em nome de Jesus.
Pr. Inerves

quarta-feira, maio 16, 2012

CONFIRMAÇÃO (Caráter)


Olá recebi essa publicação sobre caráter e compartilho aqui.
Tenha uma maravilhoso dia na presença do Pai Eterno.
Inerves

"No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra." (Tito 1:16 ARA)
Paulo se refere às pessoas que não têm uma vida coerente entre o que dizem e o que praticam. Infelizmente, pessoas assim existiram naquele tempo e continuam existindo, ainda que, tantas vezes, tenham sido confrontadas.
Na minha caminhada como pastor conheci muita gente, dos bem simples aos mais complicados, os realmente sinceros e os compulsivamente mentirosos, gente honesta e gente que não valia a sombra que fazia ao sol. Isso me ensinou algo que este versículo exemplifica muito bem: as palavras falam menos que as atitudes. Basta tirar o cargo de uma pessoa para ver se ela tem, de fato, o coração naquilo que faz. Basta colocá-lo em anonimato para descobrir a real paixão. Ouvi uma frase marcante algum tempo atrás: não consigo escutar o que voce diz, suas atitudes estão falando muito mais alto.
Qualquer pessoa que tem um mínimo entendimento de Deus e do Seu Reino, compreende o princípio de ser aprovado ou reprovado. Ser abominável quase não precisa de explicação e qualquer um compreende o que é um desobediente, um rebelde. Nada disso é elogio, nada disso melhora a vida de ninguém. Nossas atitudes e ações revelam o que somos, mais cedo ou mais tarde. Ao passar de largo por um faminto ignorando-o, demonstro o amor que tenho pelos necessitados. Ou a falta dele. Ao evitar de servir em uma igreja local, apresento minha opinião sobre o meu Deus.
Ademais, é importante frisar que reações também contam e também são obras. A maneira como reajo em uma situação ruim, contrária ao meu gosto ou opinião, ou a um confronto, revela igualmente quem sou. É muito mais fácil agir bem do que reagir bem. Analise e constate: não tem como ser manso e humilde em todas as reações apenas usando nosso caráter natural. É preciso ação de Deus em nós. Cabe aos esclarecidos agir bem e reagir ainda melhor.
"Senhor, eu quero ser aprovado por Ti e não quero que minhas atitudes, em ações e reações, deponham contra minhas palavras. Ajuda-me e fortalece-me para encontrar uma forma de me deixar moldar pelo Teu Espírito tendo assim o Teu caráter."

Mário Fernandez

quarta-feira, julho 13, 2011

JESUS NO BARCO FAZ TODA A DIFERENÇA

JESUS NO BARCO FAZ TODA A DIFERENÇA 
Autor: Pr. João Batista de Souza 


Introdução:
Existe uma história na Bíblia muito interessante. Está em Marcos capítulo 4. Nesta história, o mar representa a vida de um modo geral, o barco a nossa vida pessoal, os discípulos somos nós e Jesus um convidado especial. Vamos analisá-la:
Bem, uma coisa importante que temos que saber é que o mar é muito grande e muito belo. A nossa vida também é grande e bela. Porém o texto diz que Jesus se convidou a entrar no barco de Pedro e após alguns instantes veio uma grande tempestade.
I - Então a primeira lição que tiramos deste texto é que o fato de Jesus estar em nosso barco não significa que não enfrentaremos tempestades. O mar é lindo, é grande, mas também há relatos de coisas difíceis que acontecem no mar, assim é também com a nossa vida. Ela é bela é grande, mas também acontecem intempéries. 
Com isso quero dizer que assim como o mar mudou repentinamente, a nossa vida também pode mudar. As vezes as mudanças acontecem muito rápidas. Temos uma decisão a tomar: passar pela tempestade com Jesus ou sem Jesus! 
É sempre bom lembrar que assim como todos os barcos enfrentaram a tempestade, o barco de Pedro também enfrentou, porém ele estava com Jesus no barco e isto faz toda a diferença.
II - A segunda lição que quero compartilhar é que na hora da tempestade os discípulos ficaram com medo e o medo é algo muito terrível para as nossas vidas.
Claro que existe um tipo de medo que é bom, como você olhar um pit bull e ter medo dele te morder, este tipo de medo é benigno, evita desastres e outras coisas mais. Porém ha um tipo de medo que é neutralizante e acaba por roubar a fé de quem o possui.
Os discípulos estavam com medo. Eles procuraram Jesus por medo e não por fé. 
Quero falar algumas verdades sobre o medo:
1ª O medo faz voce tratar pessoas que sempre te ajudaram como se fossem o seu inimigo - veja que eles chegam a Jesus dizendo: voce nao se importa que vamos morrer? Eles exigiam algo de Jesus, como se Jesus fosse o culpado da tempestade.
2º O medo causa amnésia, esquecimento - Jesus havia curado paralíticos, cegos, multiplicado pães e feito muitas maravilhas e agora diante da tempestade, eles se esqueceram de quem estava com eles no barco e do que ele era capaz de fazer.
3º O medo faz que as pessoas que estão desesperadas exijam que as que estão calmas se desesperem também - Os discípulos chegaram até Jesus exigindo que ele fizesse alguma coisa, esvaziar o barco! Eles procuraram a Jesus e, ao ver Jesus dormindo, eles gritam: não te importa que morramos? Em outras palavras, levanta daí e faça alguma coisa. Pegue um balde e nos ajude a esvaziar o barco etc........
Eles procuraram Jesus por medo e não por fé.
O medo neutraliza a fé. Faz agente ver somente o problema e não a solução.
A pergunta é: Jesus esta no seu barco?
Você procura Jesus por medo ou por fé?
O medo mostra o problema, a fé a solução.
O medo mostra a tempestade, a fé a bonança.
O medo mostra um problema sem saída, a fé mostra um Deus sem limites.
Deus não fica preocupado com o tamanho do nosso problema, ele se preocupa com a nossa atitude. Vamos agir por medo ou por fé?
Algumas pessoas não sabem enfrentar tempestades, elas se desesperam. Em uma tempestade, terá mais chance os que estiverem tranquilos.
Algumas pessoas não sabem tirar prazer da bonança e por isso vivem sempre em tempestades.
III - Lembre-se que no meio do vendaval, da mais densa tempestade, Jesus dormia. Aqui está a ultima lição deste texto.
Podemos ter paz no meio das tempestades. Jesus é apenas o convidado. O barco é seu. Você pode passar com ele ou sem ele. A opção é sua.
Mas gostaria de fazer mais uma consideração para meditação e fortalecimento: existem tempestades com raios e trovões, tempestades fortes e com granizo, tempestades que duram um dia e outras apenas algumas horas. 
Porém, todas tem algo em comum: todas passam e com certeza esta que você está enfrentando também vai passar.

segunda-feira, abril 11, 2011

Olá prezado ou prezada navegante,

Este texto é meio grande, mas te garanto que em 5 minutos você terá lido todo o texto.
Esta reflexão é sobre o ciclo das sementes que Deus coloca em nossas vidas

Lemos o seguinte no livro de Mateus 25.13-29
"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.
Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos.
Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois.
Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.
Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.
Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado."

Quando falamos de talentos, podemos pensar em algo como uma semente. Geralmente, damos aos talentos o nome de dons, porque são algo que recebemos de Deus para multiplicá-los, ou seja, há um ciclo associado a eles, vejamos:

I - A semente é plantada
Que semente é essa? Na verdade recebemos várias sementes em nossa vida, tais como os dons e talentos e a palavra de Deus (Lc. 8.11 - Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus;).
Deus é o semeador das sementes na nossa vida. Deus é o doador dos dons e talentos.

II - A semente é regada
Regamos as sementes com os nossos sonhos, olhando com firmeza para o futuro, e pensamos em fazer uso daquilo que Deus nos deu. Só pessoas de visão são capazes de transformar o mundo.
A visão nos mostra o nosso destino desejado. Ela nos move para a frente, e, na verdade, só conseguimos lutar, se tivermos uma razão por que lutar. Só conseguimos prosseguir se tivermos um objetivo a alcançar.
Às vezes nós paramos porque perdemos o foco, a visão. Se não vemos mais um motivo para lutar, com certeza não vamos lutar.

III - A semente cresce
O crescimento está associado a fazer evoluir o que recebemos. Vemos na parábola acima que a pessoa que recebeu um talento, em vez de fazê-lo crescer, resolveu enterrá-lo, por quê? como ele mesmo disse, tive medo.
Muitos tem medo de crescer, outros não tem fé, não conseguem acreditar que aquilo que recebeu é de fato algo que pode ser evoluído e pode alcançar patamares de crescimento inimagináveis.
Outros ainda se negam a crescer, porque o crescimento traz maior responsabilidade. Um adolescente tem pouquíssima responsabilidade com os seus atos e suas consequências, mas quando fica adulto, já tem que se responsabilizar não só com suas ações, mas também com a vida de quem o cerca.
A semente deve crescer, pois se não crescer, morre.
Lembremos ainda que nem todo crescimento é visível. O crescimento de algo que tem sustentação só começa a ser visto depois de constituídas as suas bases fortes. Vejamos o caso de uma arranha-céu, um pé de eucalipto, um pé de bambu, todos esses possuem fundações que demoram para ser edificadas, até que estejam prontos para subir.

IV - A semente deve frutificar
Esse é o último estágio do ciclo da semente.
Uma vez que a semente não morreu, ela deve germinar, transformar-se em um árvore e produzir os seus frutos.
O fruto indica que chegou um tempo de maturidade, significa que estamos prontos para  compartilhar do que recebemos, chegou o tempo de transmitir de graça o que de graça recebemos (Mt. 10.8). É nessa fase que saímos à guerra, e essa guerra não é apenas pessoal, guerreamos por nós e também pelos outros.
O Cristão deve saber que quando ele se vê um cristão de verdade, já é tempo de compartilhar.
Jesus disse: “Ide e fazei discípulos de todas as nações”.
Muitos até querem crescer, mas não querem frutificar. Existem aquelas pessoas que querem passar a vida inteira estudando, mas não são capazes de parar um segundo para ensinar a alguém, enquanto há aquelas que assim que aprendem já querem transmitir o que aprenderam.
Crescer, mas não frutificar, é muito semelhante ao aborto. Alguém que passou pela vida, e apenas cuidou de si mesmo, sem se preocupar com os outros.
Lembremos sempre que existe uma multiplicação fenomenal associada ao fruto, pois com o fruto novas sementes são geradas, e um novo ciclo se inicia.
Deus disse: crescei e multiplicai, Gn. 1.22.

Te convido então a regar, fazer crescer e frutificar as boas sementes que O Senhor Deus plantou em tua vida, para a Glória dEle.

Fique na Graça e na Paz do Senhor Jesus,

Pr. Inerves

quinta-feira, abril 07, 2011

Todo cristão tem que passar por tribulação

Olá,

Deixo pra você uma reflexão à luz da bíblia sobre o papel das tribulações da vida do Cristão.

Veja o texto de I Pe. 1.3-9 
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós,
Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo,
Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações,
Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;
Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso;
Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.”

As tribulações desta vida tem um papel significativo na vida do cristão. Vejamos a seguir três formas pelas quais nos afetam:
1 – Elas revelam nossa fraqueza e despreparo diante das situações difíceis, e revelam também a graça e o conhecimento do Senhor para as nossas vidas
Tg. 1-3 nos diz que “a prova da nossa fé produz a perseverança (capacidade de continuar crendo diante das circunstâncias difíceis”.
Ninguém chama de tribulação aquilo para o qual já está preparado para tratar ou resolver. Quando já sabemos lidar com um problema, por mais difícil que seja, consideramos que faz parte da nossa vida.
Por outro lado, quando surgem os problemas novos, começamos a clamar a Deus, às vezes até nos desesperamos, mas Deus nos ajuda na nossa fraqueza.
Deus diz a Paulo, em II Co. 12.9 “A minha graça te basta porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”, ou seja, o poder de Deus se manifesta em nós quando estamos contando com Ele.
Quando pensamos que só Deus pode nos ajudar, é aí que obtemos a ajuda que precisamos.
É nessa hora que olhamos para cima, como diz o salmista em Salmos 121.1-2 “ Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”
Lemos também em Tg.  4.10- “Humilhai-vos perante o Senhor e Ele vos exaltará.”. Aqui vemos Deus nos levantando quando estamos lá embaixo, descrentes em nós mesmos, nas nossas próprias soluções, vazios das nossas próprias forças.
Diante das situações difíceis da vida nós aprendemos a confiar inteiramente em Deus, como diz o texto de I Pe. 1.13 – “Sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo.
II Pe. 3.18 – “Antes, crescei na graça e no conhecimento nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”

2  – Elas servem para a glorificação do Senhor na nossa vida.
- Às vezes as tribulações são necessárias
como diz o texto de I Pedro 1.6-7 – “Se necessário, seremos contristados por várias provações. Essas provações são para que a prova da nossa fé... redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.”
- às vezes somos mal-falados, a ponto de sermos comparados como malfeitores. Quantos já não ouviram “porque todo pastor é ladrão”.
Em I Pe. 2.12 está escrito:  “... falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação”.
- Se sofremos injustamente, com paciência, seguindo os passos de Cristo, isto é agradável a Deus
Diz o texto de I Pe. 2.19-25
19 Porque isto é agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente.
20 Pois, que glória é essa, se, quando cometeis pecado e sois por isso esbofeteados, sofreis com paciência? Mas se, quando fazeis o bem e sois afligidos, o sofreis com paciência, isso é agradável a Deus.
21 Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas.
22 Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano;
23 sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;
24 levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.
25 Porque éreis desgarrados, como ovelhas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.
Ainda que o sofrimento esteja grande, devemos confiar no Senhor, “Pois os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos à sua súplica,”
Por último
3 – Elas apontam para a vinda de Cristo
- Devemos nos manter pacientes diante das tribulações
Tg. 1. 12 – “Bem-aventurado o homem que suporta a provação, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam”.
Tg. 5.7 – “Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Vede que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até receber as primeiras e as últimas chuvas.
Tg.  5.8 – “Sede vós também pacientes, e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima.”
Nessas circunstâncias difíceis , somos tentados a desistir, mas  II Pe. 2.9 nos diz “assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados.”
- Devemos ficar firmes, e não nos deixarmos levar pelo desânimo, nem pela voz dos incrédulos, porque II Pe. 2.14 – almas inconstantes são engodadas por homens maus.
II Pe. 2.18 – “... engodam aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro”
- Não nos deixemos vencer pelas circunstâncias, pois não somos escravos delas
II Pe. 2.19 – “de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo”
- De olho na vinda de Cristo devemos resistir, pois queremos estar melhor a cada novo dia.
II Pe. 2.20  - se um homem escapa das corrupções do mundo e nelas é envolvido e vencido, o último estado é pior que o primeiro.
- Devemos continuar sempre esperando por Ele
II Pe. 3.3-4 – escarnecedores dizem “Onde está a promessa da sua vinda?”.
II Pe. 3.17 – “guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza.”
- Ele não está demorando
II Pe. 3.8-9 – um dia para Deus é como mil anos, e vice-versa. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguém ache que Ele está demorando. Ele ainda não veio porque Ele é longânimo (extremamente paciente), e não quer que ninguém se perca. (Deus é longânimo para com todas as gerações).
Não desista de crer, ainda que esteja difícil, duro de prosseguir, pois as lutas devem produzir na nossa vida o seu propósito principal, aumentar-nos a fé com seu alvo principal, a nossa salvação.

Fique firme na Paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nosso Deus.
Um abraço.
Pr. Inerves

A Síndrome do Irmão Mais Velho

Bom dia viajante,


Tudo bem?
Que o Senhor te abençoe fortemente e faça as coisas da tua vida convergirem para o Bom, Agradável e Perfeito Desejo dEle para tua vida.
Este dia Ele fez para que nEle você tenha alegria. Portanto, não busque alegria em outro lugar, busque a Ele, ouça a Ele e receba dEle tudo o que Ele preparou para hoje.
Abraço e Fique na Paz.
Pr. Inerves


Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos. Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo! Então o pai respondeu: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu.’ (Lucas 15: 29-31)

Recentemente, um jovem abriu seu coração para mim. Ele tem 30 anos, é solteiro, não namora e não teve ainda a sua primeira experiência sexual. Ele me disse: ‘Eu gostaria muito de casar. Sei que essa escolha é séria, por isso, estou nesses anos todos esperando por uma princesa idônea, com a qual eu realmente possa ter um futuro feliz. Entretanto, quando vejo rapazes da minha idade viverem uma vida libertina, penso que deveria estar fazendo o mesmo! O que me dói é ver que todas essas pessoas comprometem a sua pureza, e mais rapidamente ‘casam e dão-se em casamento’, enquanto eu vivo uma vida de castidade, permanecendo-me solteiro. Isso não é justo!’

Alguma vez você já se sentiu assim? É natural sentir-se frustrado quando se dá mal fazendo boas escolhas, enquanto aqueles que fazem más escolhas parecem ganhar a vida de forma mais fácil.

Muitos conhecem a história do filho pródigo (Lucas 15). A maioria de nós, em algum momento, tem empatia com o irmão mais velho do filho pródigo. Afinal, ele é o filho que fez tudo certo. Mas sinceramente, o irmão mais velho não era muito diferente do mais jovem. Ambos acreditavam em uma falácia: ‘Se eu fizer as coisas do meu jeito, eu vou conseguir.’

As consequências das ações do filho pródigo são óbvias – a vida realmente se desfaz, quando vivida de forma imprudente e desregrada. Mas o que acontece exatamente quando abraçamos a atitude do irmão mais velho?

Podemos e devemos procurar ter uma vida de pureza, tomar decisões corretas e manter uma aparência de bem-estar, mas tudo isso começa a apodrecer dentro de nós, quando negligenciamos o amor do Pai. Eu vejo três perigos sutis para a alma daquele que sofre com a ‘Síndrome do Irmão Mais Velho’:

1. Perda de clareza espiritual – Quando nós assumimos a postura do irmão mais velho, a nossa visão espiritual é escurecida porque esquecemos o sacrifício de Cristo. O irmão mais velho também percorre um caminho ímpio porque ele não consegue ver as coisas da perspectiva de seu pai misericordioso. Ele não consegue ver que seu irmão pródigo sofreu – e muito – por causa das suas transgressões, mas arrependeu-se com profunda tristeza. Ele fica com inveja por causa da festa na chegada do seu irmão e interpreta o perdão do pai como um ato pessoal. O irmão mais velho, com o coração amargo e ingrato, só aumenta a dor de seu pai ao tentar justificar a sua raiva em função do aborrecimento que seu irmão mais novo havia infligido a seu pai.

2. Orgulho espiritual – Quando comparamos a nossa ‘bondade’ com as falhas dos outros, nós praticamos o orgulho espiritual. Esse tipo de orgulho é mortal para a alma. Ele nos faz perder a gratidão para com o nosso Deus, obscurece a nossa própria necessidade de misericórdia, e nos engana em pensar que Deus nos deve alguma coisa. Com esse orgulho nós anulamos o sacrifício de Cristo.

3. Mesquinhez – A miséria sai do filho pródigo e se instala no filho mais velho. O irmão mais velho tinha acesso ao amor do pai o tempo todo, mas a sua atitude ao ver a alegria do pai não revela um coração alegre. Mesquinhez, orgulho, inveja, atitudes preconceituosas e perfeccionismo impedem a felicidade em nossas vidas.

Então, o que podemos fazer para encontrar a paz quando sentimos que a vida é injusta? Bom, além de reconhecermos os sentimentos de tristeza, de frustração e até mesmo de confusão, devemos parar de olhar para os outros e começar a olhar para Cristo. Lembremos o que Deus falou a Caim: ‘Por que você está com raiva? Por que anda carrancudo?’

Existe alguma mágoa que você está guardando e que está lhe deixando com síndrome do irmão mais velho? Peça a Deus para removê-la do seu coração para que você possa reconhecer o amor do Pai Celeste.

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Um forte abraço,

Elbem César

quinta-feira, março 17, 2011

A Esposa Rebelde

Bom dia peregrino ou peregrina,

Corremos para o céu por causa da grandiosa e abundante graça do Senhor para conosco.
Ele, por seu infinito amor, vai nos dando vida, dia após dia, ainda que nos vejamos expostos à morte.
Graças damos por tudo, pois somos de Jesus, chamados para sermos dEle.
Em Tt. 3.4-7 lemos entre outras coisas que "Ele nos salvou por meio da regeneração (novo nascimento) e da renovação pelo Espírito Santo, ricamente derramado sobre nós, para sermos seus herdeiros (justificados por sua graça)."
Que o Senhor te abençoe, meu irmão/minha irmã.
Lembre-se: ele cuida de você, jamais te abandonará. Não deixe que os pensamentos e as emoções com seus pavores e preocupações te sufoquem, mas apenas lembre-se que Ele cuida de você. Isso é suficiente.
Graça e Paz do nosso Senhor Eterno Jesus Cristo sejam com teu espírito, alma e corpo.
Pr. Inerves

Compartilho ainda contigo esta mensagem (na íntegra) que recebi. Você conferi-la em http://elbemcesar.blogspot.com.


Deus disse ao povo de Israel: — Vou seduzir novamente a minha amada e levá-la para o deserto, onde lhe falarei do meu amor. (Oséias 2:14)

Oséias teve uma tarefa muito estranha. Deus ordenou que ele se casasse com uma mulher que todos sabiam ser infiel. Ele foi e casou com Gomer e tiveram muitos filhos. Com o tempo, Gomer deixou Oséias com os filhos e arranjou amantes e, finalmente, acabou caindo no mercado de escravas do sexo.

Oséias fez o impensável. Ele foi ao prostíbulo, pagou o preço de Gomer e a trouxe de volta para sua casa. Eis a justificativa dele: — O Senhor Deus falou de novo comigo e disse: — Vá e ame novamente a esposa rebelde. Ame-a assim como eu amo o povo de Israel, embora eles adorem outros deuses. Então fui e comprei Gomer por quinze barras de prata e cento e cinquenta quilos de cevada. Eu disse a ela: — Por algum tempo, enquanto seja purificada, você vai esperar por mim. Durante esse tempo não se torne prostituta, nem se entregue a um amante novamente. E eu também esperarei por você. (Oséias 3:1-3)

Na realidade, Oséias redimiu sua esposa rebelde. Em vez de deixá-la com as consequências naturais da sua rebeldia, ele a trouxe de volta para casa, esperou um tempo, e fez uma nova aliança de casamento.

Esta história simboliza Deus e o Seu povo. Desde o início da história, o Senhor deixa claro a Oséias que a dor da traição, da ingratidão, e da natureza inconstante de Gomer era exatamente o que o próprio Deus estava experimentando com o Seu povo. A idolatria e a infidelidade haviam passado dos limites. A nação estava totalmente envolvida nos costumes pagãos, em clara desobediência a Deus. O povo estava como a esposa rebelde e seu destino seria semelhante ao de Gomer. Oséias assegurou ao povo israelita que as consequências naturais do pecado – a escravidão e a miséria – estavam chegando, mas mesmo assim o Senhor não iria abandoná-lo.

Deus disse: — Vou seduzir a minha amada e levá-la de novo para o deserto, onde lhe falarei do meu amor... Finalmente Ele disse: — Eu casarei com você, e para sempre você será minha legítima esposa. Eu a tratarei com amor e carinho.

No deserto, esvaziada de seus tesouros, de seus deuses, e de sua riqueza, a nação de Israel descobriria que não era objeto da ira de Deus, mas de Sua misericórdia, apesar da rebeldia e ingratidão. Esta é uma manifestação incrível da graça de Deus no Antigo Testamento. Veja bem, Deus poderia ter dito assim: – A nação me traiu e me abandonou, por isso vou esquecê-la e jamais irei atrás dela. Em vez disso, Ele disse: – Eu vou seduzi-la e tratar dela.

Os pensamentos de Deus estão acima dos céus. A Sua misericórdia é infinita e as razões para Deus ser assim estão no seu caráter. Isso independe de quão indignos são os homens. A bondade divina aproveita a ocasião da maldade humana para tornar-se bem mais ilustre. O objetivo é ampliar a graça para aqueles que mais necessitam de piedade. Deus faz isso puramente por amor e misericórdia.

Da mesma forma que Oséias resgatou a esposa rebelde e tratou dela, Deus pode estar tratando de você em um deserto nesse momento, falando-lhe do Seu amor, para tê-lo definitivamente de volta, uma vez que você já foi resgatando pelo sangue de Jesus Cristo derramado na cruz. Você não pode esquecer de que para Deus, o deserto é um lugar de restauração.

Você está num deserto agora? Financeiramente? Relacionalmente? Espiritualmente? Tenha o conforto em saber que Deus pode te esvaziar de toda arrogância e presunção para que esteja apto a colocar o foco nEle e nunca mais O abandonar.

Querido leitor, eu gostaria muito de ler seu comentário no Devocionais! Clique aqui e escreva.

Deus te abençôe!

Elbem César